Folhinha Criacionista 1

A COSTELA DE ADÃO
NÚMERO 1 - MARÇO DE 1997 - ANO 26

 

SUPLEMENTO DA FOLHA CRIACIONISTA NÚMERO 56

 

É bastante conhecido o texto bíblico que relata a criação da primeira mulher:

 

"Então o Senhor fez cair pesado sono sobre homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher, e lha trouxe."

 

(Livro de Gênesis, capítulo 2, versos 21 e 22, na versão de Almeida revista e atualizada no Brasil, 2a edição, da Sociedade Bíblica do Brasil).

 

Na versão na "Linguagem de Hoje", o mesmo texto é traduzido da forma seguinte:

 

"Então o Deus Eterno fez que o homem caísse num sono profundo. Enquanto ele dormia, Deus tirou uma das suas costelas e fechou a carne naquele lugar. Dessa costela o Eterno formou uma mulher e a levou ao homem."

 

Podemos imaginar como teria sido esta maravilhosa operação cirúrgica! Realizada em um ambiente natural, livre de germes, perfeitamente esterilizado, utilizando anestesia perfeita, sem qualquer contra-indicação, com efeito durando exatamente o tempo necessário para a realização do ato cirúrgico, e executada por um cirurgião dispondo de conhecimentos infinitos sobre a anatomia e a fisiologia do paciente (que havia sido por ele mesmo criado há poucas horas), e tendo o domínio total da técnica para a retirada do material genético exatamente necessário para a duplicação e especiação

 

das células de conformidade com os padrões estabelecidos no código genético original, e transformando os cromossomos originais do tipo Y em cromossomos do tipo X. Desta forma, foi obtida quase que uma réplica (dir-se-ia hoje em dia, para acompanhar a preocupação da imprensa mundial com o que ocorreu com a ovelha "Dolly": quase que um clone!) de Adão, mas na realidade, algo sumamente mais gracioso, maravilhosamente adaptado para ser a sua "adjutora", isto é, sua companheira, com ele colaborando e complementando-o de forma admirável!

 

Cariótipo de uma mulher normal

Cariótipo de um homem normal

 

(Ao número e forma do conjunto de cromossomos específicos de uma espécie dá-se o nome de cariótipo)

 

Os métodos da Genética permitiram demonstrar que o material hereditário está localizado nos cromossomos. As características físicas dos seres vivos são transmitidas aos seus descendentes através dos cromossomos das suas células germinativas. Nas Figuras acima temos um "mapeamento" dos cromossomos humanos - à esquerda os cromossomos de uma célula germinativa feminina, e à direita os de uma célula germinativa masculina. A diferença entre os dois "mapeamentos" é que a mulher apresenta um par de cromossomos indicados pela letra X, enquanto que o homem tem um só cromossomo X, e mais um cromossomo (inexistente na mulher) indicado pela letra Y. Para formar a mulher, em síntese, Deus deve ter tomado células da costela de Adão e transformado os seus cromossomos Y em cromossomos X, e efetuado em seguida a diferenciação celular necessária para então dar origem ao novo ser, designado no texto bíblico muito apropriadamente como "osso dos ossos" e "carne da carne" de Adão (Gênesis 2:23).

 

 

 

Material Genético

 

Em meados do século passado, os biólogos, utilizando microscópios cada vez mais potentes, e recorrendo a técnicas novas para o preparo de lâminas, passaram a estudar a célula e seus componentes, com bastante sucesso. Descobriram, então, que a hereditariedade é um processo celular que envolve as células germinativas paternas e maternas. Já se sabia, então, que todas as características hereditárias são transmitidas por essas células.

 

Cromossomos

 

Verificou-se, então, que quando a célula estava se preparando para dividir-se em duas (processo conhecido como "mitose"), tornava-se visível no seu núcleo a formação de um conjunto de pequenos filamentos que podiam ser mais destacados com a utilização de corantes químicos. Devido à coloração que então adquiriam, foram eles chamados de "cromossomos", isto é, "corpos coloridos". Observou-se, também, que o número de cromossomos das células germinativas era sempre o mesmo para cada espécie.

 

Genes

 

No início do Século XX, os biólogos chegaram à conclusão de que o cromossomo não era um filamento contínuo, mas se assemelhava mais a um colar de contas. Essas contas - cerca de 1250 em um cromossomo humano - foram denominadas genes, e constituem as verdadeiras sedes primárias da hereditariedade. Novas descobertas foram sendo feitas, dentre as quais a de que o ácido desoxirribonuclêico (DNA) entrava na composição do gene. Comparada com outras moléculas orgânicas, a molécula de DNA mostrou-se relativamente pouco complexa, compondo-se de apenas três tipos de ingredientes: açúcares simples do tipo da desoxirribose, fosfatos, e compostos nitrogenados - as bases adenina, timina, citosina, e guanina. Entretanto, ainda era desconhecida a sua estrutura molecular.

 

Código Genético

 

Descobriu-se, então, que a molécula de DNA tinha uma estrutura helicoidal na qual os fosfatos e açúcares constituem o arcabouço retorcido de uma "escada" espiralada, e as bases formam os seus degraus. Um único gene pode representar uma fração da escada de DNA com a extensão de cerca de 2000 degraus. O DNA de uma única célula humana, com todos os seus elementos unidos em fila, pode chegar a 90 centímetros de comprimento, e conter cerca de 6 bilhões de degraus. As moléculas de DNA trazem em sua estrutura mensagens em código para o controle do metabolismo celular, e armazenam enorme número de instruções que irão determinar a embriogênese do indivíduo. A seqüência das bases nitrogenadas que formam os degraus da molécula de DNA é o que determina o desenvolvimento dos organismos, constituindo o chamado "código genético", com as informações básicas que caracterizam todos os traços físicos do indivíduo. O DNA dá as ordens que estimulam o crescimento, a digestão, as pulsações cardíacas, e outras funções inerentes aos organismos vivos. Para termos uma ideia da complexidade do DNA, basta dizer que, numa célula humana, uma molécula de DNA contém dados equivalentes aos proporcionados por várias enciclopédias somadas.

Reprodução Celular

Através da "mitose" ocorre o crescimento dos indivíduos pluricelulares, com o constante aumento do número de suas células

 

 

 

 

 

A ovelha "Dolly" foi replicada em um laboratório da Escócia por um processo de "clonagem" a partir de uma só célula de outra ovelha adulta. As duas ovelhas têm o mesmo código genético, sendo exatamente iguais entre si. São idênticas no nível molecular, e conseqüentemente têm as mesmas características físicas: tamanho das orelhas, formato e côr dos olhos, marcas nas patas, dentes, etc.

 

 

 

Uma pergunta interessante: "O homem tem uma costela a menos do que a mulher?"

 

É esta uma pergunta (e às vezes até uma afirmação precipitada!) feita por pessoas sinceras que desejam saber se aquela operação cirúrgica teve efeitos permanentes em toda a descendência masculina de Adão. Mas também é uma pergunta feita muitas vezes com o propósito de menosprezar o texto bíblico, dando a entender que a Bíblia declara (em algum lugar não definido) que todos os homens têm uma costela a menos que as mulheres!

 

Em primeiro lugar, deve ser dito que não existe nenhum texto bíblico que faça qualquer menção ao suposto fato de a descendência masculina de Adão possuir uma costela a menos, ou a sua descendência feminina possuir uma costela a mais.

 

Todos os seres humanos, quer sejam homens, quer sejam mulheres, têm 12 pares de costelas, a não ser que se verifique alguma anomalia genética que altere esse número, o que poderia acontecer indistintamente tanto no homem quanto na mulher. Anomalias desse tipo são observadas às vezes também em outros caracteres externos, tanto no homem quanto na mulher, podendo ser facilmente observadas. (É o caso, por exemplo, da chamada "hexadactilia", ou seja, do nascimento de pessoas com seis dedos, sejam nas mãos, sejam nos pés).

 

Os primeiros sete pares de costelas são ligados diretamente ao esterno mediante cartilagens, e são chamados de "costelas verdadeiras". Os três pares seguintes não se ligam ao esterno, mas sim à sétima costela, também mediante cartilagens, e são chamadas de "costelas falsas". Os dois últimos pares ficam apenas nas partes laterais do tórax, não chegando à parte frontal; suas extremidades ficam flutuando, pelo que são chamadas de "costelas flutuantes".

 

Em segundo lugar, a manutenção do padrão construtivo de todos os órgãos e sistemas do corpo humano, no decorrer das gerações, é uma das maravilhas do seu projeto, o que indica a existência de planejamento e propósito, bem como sabedoria infinitamente superior, e poder além de toda a nossa compreensão!

 

Mesmo que algum acidente eventual acarrete a perda, por exemplo, de um dedo, os descendentes do acidentado nascerão com o número completo de dedos.

 

 

Tórax e costelas

1 a 7 - costelas verdadeiras
8 a 10 - costelas falsas
11 e 12 - costelas flutuantes
13 a 15 - esterno
13 - punho
14 - corpo
15 - apêndice xifóide
16 - 1a vértebra dorsal
17 - 12a vértebra dorsal

 

 

 

Caracteres adquiridos não se transmitem aos descendentes - é esta uma importante lei da Biologia, muitas vezes esquecida pelos defensores mais ardorosos da filosofia da Evolução, os quais, para defendê-la, chegam até a deixar de lado as evidências dos fatos observados. É conhecido, por exemplo, o caso de criadores de certas raças de cães, que durante séculos têm cortado a sua cauda, e apesar disto toda a sua descendência, nas sucessivas gerações, até hoje, continuou a nascer com cauda, como os seus antepassados.

 

Fox Terrier Miniatura

 

É este um cão de grande vivacidade e independência, de natureza alerta e curiosa. A raça foi reconhecida pelo Kennel Club americano em 1936, e tem a sua cauda tradicionalmente amputada nas suas sucessivas gerações. A sua descendência, apesar dessa operação cirúrgica, continua sempre a apresentar cauda com o comprimento original característico da raça. (ALDERTON, David. Cães, p. 206. Ediouro S. A., Rio de Janeiro, 1994)

 

 

 

 

O pescoço da girafa e a teoria evolucionista de Lamarck

 

Na história da Biologia destacou-se há mais de 150 anos a tese evolucionista de Lamarck, célebre naturalista francês, que afirmava ser "uma lei da natureza" a transmissão dos caracteres adquiridos, tendo até ficado clássico o seu exemplo, posteriormente descartado pelos próprios biologistas, de que o pescoço da girafa cresceu, de geração em geração, pela necessidade de procurar alimento em alturas cada vez maiores. O Lamarckismo, hoje em dia, não mais tem o "status" de ciência, tendo passado à categoria de uma hipótese abandonada, por não se coadunar com a observação experimental.

 

Girafa

As girafas têm seu habitat natural na África Centro-Oriental. Seu pescoço tem normalmente cerca de 2,5 metros, e como o dos demais mamíferos, tem 7 vértebras. Se a girafa tivesse encompridado o seu pescoço somente pela necessidade de alimentar-se de folhas de árvores situadas no alto, como se explicaria não ter o mesmo acontecido com outros animais que também procuram seu alimento no alto, como por exemplo a gazela gerenuk africana (que fica em pé, sobre suas patas traseiras), e a cabra markhor do Afeganistão (que sobe em árvores até cerca de oito metros acima no solo)? [HOFLAND, Lynn, Giraffes, p. 11. Creation Ex-Nihilo(18:4)]

 

 

 

 

 

 

As figuras tentam mostrar os problemas paralelos ao alongamento do pescoço da girafa suposto na teoria da herança dos caracteres adquiridos. Como explicar que as pernas da girafa não teriam também de ter encurtado, para que ela pudesse beber água?! E as demais alternativas esquematizadas, que poderiam sempre ser justificadas por raciocínios semelhantes ao do alongamento do pescoço?

 

Assim, o verdadeiro fato experimental, de natureza verdadeiramente científica, relacionado com a costela de Adão, é que todos os seus descendentes, indistintamente masculinos e femininos, continuam tendo os mesmos 12 pares de costelas constantes do projeto original.

 

A retirada de uma das costelas de Adão para a formação de Eva jamais acarretaria, como de fato não acarretou, a falta de uma costela em toda a descendência masculina de Adão!

 

Folhinha Criacionista 2


CONTANDO AS ESTRELAS DO CÉU
NÚMERO 2 - SETEMBRO DE 1997 - ANO 26

SUPLEMENTO DA FOLHA CRIACIONISTA NÚMERO 57

 

O ser humano sempre teve curiosidade de saber quantas estrelas existem no céu. Na Mesopotâmia e no Egito os observadores do céu, há cerca de 4000 anos, já organizavam catálogos com o resultado de suas observações, e davam nomes às estrelas, constelações e planetas. A partir da construção da luneta astronômica por Galileo, ampliou-se bastante o número dos corpos celestes que puderam ser observados. A evolução constante da instrumentação telescópica permitiu, desde então, uma avaliação da realidade sideral cada vez mais condizente com a realidade da magnificência do universo criado por Deus, e revelada desde a criação ao ser humano. Jó deixou-nos reflexões sobre esse universo estelar, citando estrelas e constelações em seu livro. Abraão recebeu de Deus promessas que mencionaram diretamente o "incontável" número de estrelas, semelhante ao dos grãos de areia encontrados nas praias do mar. Davi, um homem de alma sensível, que, como pastor de ovelhas, durante incontáveis noites pôde perscrutar os céus e meditar a respeito da imensidão do espaço e do poder criador de Deus, deixou-nos um Salmo no qual, de maneira específica, liga o esplendor dos corpos celestes à glória do seu Criador (Salmo 19, versículo 1):

 

"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos".

 

 

A luneta de Galileo (1609)

 

Com este instrumento Galileo conseguiu ver as manchas solares, as crateras e mares da Lua, as fases de Vênus, os quatro maiores satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, e ampliou o número de estrelas visíveis para cerca de 30 mil.

 

Antes de Galileo, eram observáveis a olho nú cerca de 3.000 estrelas em cada hemisfério terrestre. O aperfeiçoamento constante dos telescópios, desde então, foi elevando este número de forma surpreendente, e ao mesmo tempo foi revelando a estrutura dos agrupamentos e conglomerados de estrelas, que deixa entrever um claro planejamento, um projeto, e não uma disposição caótica, aleatória.

 

Ficou evidenciado que a nossa Terra e o Sistema Solar localizam-se em um dos braços da galáxia que denominamos "Via Láctea". Como estamos dentro dela, a nossa visão das estrelas que a compõem corresponde ao cinturão luminoso que divisamos cortando o céu ao longo dos dois hemisférios, comumente chamado de "Caminho de São Tiago".

 

A Via Láctea é uma galáxia em forma de espiral, que compreende cerca de 100 a 200 bilhões de estrelas. Numerosas outras formas de galáxias podem ser vistas, mostrando uma surpreendente e agradável diversidade de projetos, contando números variáveis de estrelas, mas sempre da mesma ordem de 100 bilhões.

 

Calcula-se que existam cerca de 100 bilhões de outras galáxias no universo visível atualmente, de tal forma que o correspondente número total estimado de estrelas atinge a cifra aproximada de 10 mil bilhões de bilhões de estrelas!

 

Uma das maiores concentrações de telescópios existente no mundo é a do Pico Kitt, nos Estados Unidos da América do Norte. O edifício mostrado na Figura tem a altura equivalente à de um prédio de 19 andares, e abriga um telescópio de 4 metros de diâmetro, pesando cerca de 375 toneladas, sendo o segundo maior telescópio daquele país.

Algumas fotografias de galáxias, mostrando a grande diversidade existente nos espaços intergaláticos.

 

Pode-se dizer que cada uma das 10.000.000.000.000.000.000.000 (ou seja, das 1022) estrelas existentes no universo visível tem suas características peculiares e distintivas, não existindo duas estrelas exatamente idênticas! De maneira semelhante, cada grão de areia, cada haste de grama, cada floco de neve, também tem suas peculiaridades. Cada objeto individual no universo, pequeno ou grande, aponta para a glória criadora e para a suprema criatividade de um Deus que ama a unidade na diversidade. É este o fato ressaltado em várias passagens bíblicas, como por exemplo as seguintes:

 

"Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o Seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelo nome; por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar." (Isaias 40:26).

 

 

 

"(Deus) conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome". (Salmo 147:4)

 

 

 

Algumas fotografias de estrelas ilustrando a grande diversidade existente nos espaços interestelares.

 

Nos tempos do profeta Jeremias, quando só se avistavam, a olho nú, cerca de 3.000 estrelas, Deus prometeu que a descendência de Davi seria inumerável, da mesma forma que o número das estrelas do céu, que também não poderiam ser contadas, mas certamente imensamente maior do que simplesmente o número 3.000.

 

Esta promessa retomou a que havia sido feita a Abraão anteriormente, de que a sua descendência seria tão numerosa como a areia do mar:

 

"Certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar". (Gênesis 22:17).

 

De fato, a comparação entre o número de grãos de areia na praia do mar e o número de estrelas no céu poderá ser bastante significativa para ilustrar a vastidão do universo criado por Deus, como se poderá ver a seguir.

 

Consideremos, assim, uma estimativa grosseira para a determinação do número de grãos de areia existentes em todas as praias do mundo. Para isso, poderemos estabelecer um modelo quantitativo no qual todos esses grãos de areia estejam contidos em um bloco prismático com 3,00 metros de espessura, 30,00 metros de largura e cerca de 1,5 milhões de quilômetros de comprimento (o que corresponde a cerca de 40 voltas completas ao redor do globo, e portanto um valor bastante razoável para levar em conta a extensão de todas as praias do mundo).

 

O volume total desse bloco é dado então pelo produto 3,00 x 30,00 x 1,5 x 109 m3 , ou seja, pelo valor igual a 1,35 x 1011 m3 . Para a areia, em média, pode-se considerar como representativo o valor de 1000 grãos por centímetro cúbico, valor este obtido em laboratório para areia usada normalmente como agregado para obras de concreto na Engenharia Civil (dado obtido experimentalmente no Laboratório do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal).

 

Fazendo-se as contas, resulta então para os grãos de areia de todas as praias do mundo o valor igual a 1,35 x 1011 x 106 x 1000 grãos, ou seja 1,35 x 1020 .

 

De maneira análoga poderia ser feito o mesmo cálculo considerando-se areia com granulometria menor, como em média deve ser a da areia das praias do mar em comparação com a areia usada como agregado, o que levaria a valores uma ou duas ordens de grandeza maiores. Desta forma, chega-se praticamente ao mesmo valor encontrado como estimativa para o número das estrelas dos céus.

 

 

COMO A AREIA DO MAR!

 

Impressionante detalhe de um aglomerado de estrelas vermelhas, brancas e azuis, na constelação do Cisne.

 

 

 

QUAL O TAMANHO DO UNIVERSO?

 

Pode-se ter a ideia da vastidão do universo conhecido, através dos cubos mostrados na Figura, apresentados numa seqüência em que cada cubo tem aresta 1000 vezes maior do que o precedente, e volume 1 bilhão de vezes maior. As legendas apresentam as dimensões do diâmetro da Terra, da distância entre a Terra e a Lua, do Sistema Solar, do aglomerado de estrelas mais próximas do Sol, da Via Láctea, e do grupamento de galáxias mais próximas da Via Láctea. (BIBLIOTECA DA NATUREZA LIFE, O universo, pp. 182-183, Livraria José Olympio Editora, 1962)

 

 

 

 

Anunciai entre as nações a Sua glória, entre todos os povos, as Suas maravilhas. Porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado. ... O Senhor ... fez os céus. Glória e majestade estão diante dEle.

 

(Salmo 96:3-6)

Folhinha Criacionista 4

Número 8 - set 2000 / mar 2001 - ano 30
Número 7 - mar 2000 - ano 29
Número 6 - set 1999 - ano 28
Número 5 - mar 1999 - ano 28
Número 4 - set 1998 - ano 27
Número 3 - mar 1998 - ano 27
Número 2 - set 1997 - ano 26
Número 1 - mar 1997 - ano 26


ESPETÁCULOS DE LUZ E SOM
NÚMERO 4 - SETEMBRO DE 1998 - ANO 28

SUPLEMENTO DA FOLHA CRIACIONISTA NÚMERO 59

Este número da Folhinha Criacionista está sendo dedicado a assuntos relacionados com as limitações dos nossos sentidos. Por exemplo, apesar da perfeição dos nossos órgãos da visão e da audição, nossa percepção muitas vezes pode ser falha, por interferências que envolvem mecanismos internos complexos, que nos induzem a pensar que estamos vendo ou ouvindo coisas que na realidade não são como aparentam ser. Alguns exemplos são dados para deixar claro que, mesmo na atividade científica, nosso campo da observação dos fenômenos pode ser condicionado de tal forma que venha a nos levar a conclusões inexatas. No desenvolvimento de trabalhos científicos deve-se atentar sempre para as limitações decorrentes de nossas reais possibilidades de observação dos fenômenos que são objeto de nosso estudo.

 

MIRAGENS

 

 

 

Talvez as mais antigas ilusões de óptica de que se tem notícia sejam as miragens, freqüentemente relatadas por viajores em regiões áridas desérticas, ou em regiões polares.

 

 

 

Para melhor entender o fenômeno das miragens, deve-se lembrar que a luz se propaga em linha reta em ambientes de densidade homogênea, mas quando há variações de densidade do meio no qual ela se propaga, ocorrem desvios na sua trajetória. Esses desvios podem ser bruscos, como no caso de haver variação brusca da densidade do meio (por exemplo, do ar para a água ou para o vidro, através de uma superfície de separação bem definida). Podem também ser graduais, como ocorre na atmosfera, por exemplo nas camadas de ar mais próximas da superfície da Terra, onde as variações de temperatura se fazem sentir mais acentuadamente, acarretando concomitantemente variações correspondentes nas densidades do ar. De maneira geral, esses desvios na trajetória dos raios luminosos constituem o fenômeno denominado refração.

 

 

 

Devido a este fenômeno da refração da luz, os raios luminosos provenientes de um objeto qualquer atingem o olho do observador após terem sofrido desvios em seu percurso, de tal forma a produzirem a impressão de estarem provindo de fontes localizadas no prolongamento da tangente à sua trajetória, no ponto em que atingem o olho, conforme pode ser visto nas ilustrações abaixo..

Na figura da esquerda, onde as camadas inferiores de ar são mais quentes, o observador vê simultaneamente duas imagens – uma, real, correspondente a raios que não foram refratados; e outra, virtual, correspondente a raios que foram refratados. As duas imagens aparentam ser da árvore e da sua reflexão à beira de um lago, que na realidade não existe. Quando o céu é o objeto da miragem, a imagem virtual aparenta ser um grande lago, que evidentemente também não existe. Na figura da direita, onde as camadas inferiores de ar são mais frias, o observador se depara com um fenômeno oposto, podendo ver, por exemplo, navegando no céu, um navio que na realidade está situado abaixo da linha do horizonte. (Talvez daí a origem das histórias dos navios fantasmas, relatadas por marinheiros navegantes das regiões mais frias).

 

 

ILUSÕES DE ÓPTICA

 

 

 

As ilusões de óptica podem ser classificadas em quatro categorias: ambiguidades, distorções, paradoxos, e ficções. As ambiguidades são alterações espontâneas na percepção, que resultam do processo de busca da melhor opção, quando existe mais de uma possibilidade de interpretação do objeto observado. As distorções normalmente são causadas por erros de leitura que levam à avaliação incorreta de distâncias e formatos. Os paradoxos usualmente relacionam-se com a percepção da profundidade, em figuras que se tornam incompreensíveis. As ficções correspondem a contornos e figuras que na realidade não existem, mas que são vistas com nitidez, ou ainda à sensação de movimento quando certamente as figuras estão imóveis.

 

 

 

Os casos de miragem considerados acima correspondem ao tipo de ilusão de óptica denominado paradoxo.

 

 

 

Dois conhecidos exemplos de ambiguidade são apresentados nas figuras seguintes, ambos tendo a ver com a percepção de fundo. No caso representado à esquerda, pode-se ver ou um vaso branco, em primeiro plano, com fundo preto, ou duas silhuetas, em primeiro plano, com fundo branco. No caso representado à direita, tem-se o chamado "Cubo de Necker", cujas arestas parecem alternar-se dando impressões distintas quanto a que face do cubo está em primeiro plano. Em ambos os casos, a observação das figuras leva a uma intermitência de percepções, de forma involuntária.

 

Seguem-se, ainda, três casos de perspectivas reversíveis completando os exemplos de ambiguidade. A primeira figura é uma pilha de blocos cuja inclinação pode alternar-se; a segunda é um rolo de arame que também parece mudar de posição; a terceira é um conjunto de cubos com faces coloridas que podem ser entendidos de diferentes maneiras.

 

Conhecidos exemplos de distorção encontram-se nas figuras a seguir, denominadas respectivamente de ilusão de Müller-Lyer, de Poggendorff, de Zöllner, de Ponzo, de Hering, do colar de König, e dos círculos concêntricos.

 

Figuras construídas artificialmente, como redes de escadaria, mecanismos de elevação e escoamento de água, ou desenhos de peças que constituem impossibilidades físicas, são exemplos correntes de paradoxos, dos quais dois são reproduzidos a seguir – degraus para parte nenhuma, e garfo virtual com suporte e roscas.

 

Outro paradoxo célebre tem a ver com a percepção do diâmetro aparente da Lua em diferentes elevações sobre o horizonte. Todas as pessoas se apercebem que a Lua-cheia, ao surgir no horizonte, aparenta ter maior diâmetro, e estar mais próxima, do que quando já está mais elevada. Numerosas explicações têm sido tentadas para explicar esse fenômeno, que continúa sendo um paradoxo, já que as dimensões das imagens do disco lunar sobre a retina do observador, nas duas situações são praticamente as mesmas. (ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA.MACROPAEDIA, Vol. 9, p. 242, Verbete Illusions and Hallucinations)

 

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Interessantes casos de ficção são os que dão a sensação de movimento, como os ilustrados abaixo, na estrela fulgurante, nas rodas móveis, e nas linhas onduladas.

 

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Outro caso de ficção que se tornou célebre foi o das observações astronômicas feitas nas últimas décadas do século passado por Giovanni Schiaparelli, com relação ao planeta Marte, que induziram a crença na existência dos célebres "canais marcianos", hoje sabidamente inexistentes. (Ver "Folha Criacionista n0 56, pp. 44-50).

 

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A ilustração acima é o mapa de Marte feito em meados da primeira metade do século passado por Percival Lowell, no Observatório de Flagstaff, Arizona, no qual se destaca a rede de canais hipotéticos que presumivelmente trariam água das regiões polares (pode ser vista a calota polar marciana, no topo da figura), para a irrigação das planícies, para possibilitar o transporte fluvial, e também para o abastecimento das grandes cidades marcianas. tempo e a evolução tecnológica dos instrumentos e métodos de observação incumbiram-se de demonstrar a ficção desse modelo de interpretação.

 

ILUSÕES AUDITIVAS

 

A mais conhecida ilusão auditiva é o chamado "Efeito Doppler", caracterizado em 1842 pelo físico austríaco cujo nome foi associado desde então a esse efeito de compressão e rarefação das ondas acústicas. Em suas observações, Doppler notou que o apito de um trem em movimento aparentava variações de freqüência à medida em que se aproximava ou se distanciava do observador. Ao se aproximar, a freqüência aumentava (o tom ficava mais agudo), e ao afastar-se, a freqüência diminuía (o tom passava a ser mais grave), apesar de ter sido mantida constante a freqüência do som gerado pelo apito.

 

Na realidade é esta uma ilusão auditiva que encontra explicação na teoria ondulatória do som, não dependendo de mecanismos internos de percepção do observador, mas constitui, assim mesmo, uma ilusão.

Quando a fonte se aproxima do observador, o efeito de diminuição do comprimento de onda corresponde a um aumento da freqüência do som, isto é, ele se torna mais agudo. E vice-versa, quando a fonte se distancia do observador, o efeito do aumento do comprimento de onda corresponde a uma diminuição da freqüência do som, isto é, ele se torna mais grave.

 

Ecos e reverberações, interferências e batimentos das ondas sonoras podem também ocasionar "ilusões" acústicas de vários tipos.

Embora não sendo uma ilusão propriamente dita, deve ser ressaltado que o ouvido humano, apesar da sua perfeição, não capta intensidades e frequências de sons além de determinados limites (da mesma forma como o olho, com relação às frequências e intensidades da luz). Poderá, assim, parecer estranho a um observador verificar reações e atitudes de animais devidas a sons emitidos fora dos limites auditivos do ser humano, inteiramente inexplicáveis sem a consideração da totalidade do espectro auditivo ao alcance de todos os seres vivos.

O Quadro acima faz um resumo dos intervalos de frequências emitidas por instrumentos musicais e animais diversos, e audíveis por vários seres vivos. Na sua maioria, os animais podem ouvir sons em um intervalo de frequências muito mais amplo do que o seu intervalo de emissão.

Folhinha Criacionista 3 / 1

DO MICROCOSMO AO MACROCOSMO – OS CRISTAIS
NÚMERO 3 - MARÇO DE 1998 - ANO 28

SUPLEMENTO DA FOLHA CRIACIONISTA NÚMERO 58

Desejamos focalizar neste encarte da "Folha Criacionista" - a já conhecida e bem aceita "Folhinha Criacionista" publicada em policromia - a harmonia existente no planejamento do Universo, a partir de considerações que serão feitas sobre a estrutura dos elementos químicos. De fato, verifica-se na estrutura de todo o Universo a existência de planejamento e propósito, de um delineamento inteligente que se faz sentir ao pesquisador em qualquer campo da ciência. Já na "Folhinha Criacionista" Número 2 tratamos das estrelas e galáxias. Abordaremos rapidamente agora a harmonia das estruturas da matéria, de maneira geral, para então nos determos um pouco mais na estética das espetaculares estruturas da matéria cristalina.

OS ELEMENTOS QUÍMICOS

Apresenta-se a seguir a Tabela Periódica dos Elementos, em uma versão atual, que permite visualizar a classificação de todos os elementos existentes, com detalhes relativos a diversas características pertinentes às suas propriedades químicas, e na qual se pode verificar a existência de ordem e harmonia na estrutura da matéria - uma estrutura lógica que aponta para planejamento, desígnio e propósito.



Toda a matéria é composta de elementos químicos que se combinam de formas variadas para formar substâncias das mais diferentes categorias que podemos observar na natureza, tanto em nosso planeta, como no sistema solar, e no restante do Universo. Alguns elementos são observáveis em seu estado isolado, sem combinação com outros, mas a maior parte da matéria que podemos observar corresponde a associações de elementos que apresentam variado grau de complexidade.

Um elemento químico isolado é composto de átomos, que constituem a menor partícula que ainda mantém as propriedades e características do todo.

Na crosta terrestre existem 82 elementos químicos estáveis, e muitos outros instáveis (isto é, elementos que se desintegram no decorrer do tempo, dando origem a outros elementos distintos). Cerca de 98% da crosta terrestre correspondem a somente 8 elementos químicos, apresentando-se os demais elementos de forma bastante rara.

A cada elemento químico está associado um número próprio, chamado de número atômico, que representa a quantidade de partículas positivas ("prótons") existentes no núcleo de seus átomos.

Assim, por exemplo, o Hidrogênio, o elemento mais simples existente, possui em seu núcleo somente um próton, e recebe o número atômico 1.

Os elementos podem ser classificados em ordem crescente de seus números atômicos, levando em conta também outras peculiaridades de seus átomos, como por exemplo o número de elétrons que se situam em torno do núcleo, e que determinam o comportamento químico do átomo. O Bismuto, elemento de número atômico 83, é o elemento estável de maior número atômico que se conhece na natureza. Acima dele, todos os elementos são instáveis. O Meitnérnio até recentemente era o elemento de maior número atômico, obtido artificialmente, em laboratório

A classificação dos elementos permite identificar grupos com características que apresentam certa periodicidade, razão pela qual a sua apresentação é feita na forma de uma "Tabela Periódica", que mantém ainda as linhas gerais que foram introduzidas na classificação em 1869 pelo cientista russo Dmitri Ivanovich Mendeeyev.

No núcleo do átomo encontram-se dois tipos de partículas subatômicas com massa significativa: – o próton (com carga elétrica positiva), e o nêutron (sem carga elétrica). A soma do número de prótons e de nêutrons do núcleo atômico é chamada de número de massa atômica do elemento. Um mesmo elemento químico, caracterizado pelo seu número atômico (ou seja, pelo número de prótons contidos no núcleo de seu átomo), pode apresentar diferentes massas atômicas por conter no núcleo de seu átomo número distinto de nêutrons. Neste caso diz-se que o elemento se apresenta sob a forma de diferentes isótopos. Dos pouco mais de cem elementos químicos conhecidos, existem cerca de 1.700 isótopos, dos quais pouco mais de 330 ocorrendo na natureza, e os restantes só produzidos em laboratório.

As substâncias químicas são compostos formados pela união de dois ou mais elementos químicos, através de reações químicas de maior ou menor complexidade. Embora sendo conhecidos somente pouco mais de 100 elementos químicos, milhões de substâncias químicas são encontradas na natureza, e outro tanto podem ser sintetizadas.

A abundância dos elementos na crosta terrestre, indicada na figura ao lado, considera a sua existência na forma de substâncias químicas compostas.

Não é possível representar graficamente o átomo e sua estrutura, de forma precisa. Existem, entretanto, modelos que podem ser utilizados para facilitar a compreensão do seu comportamento.

No modelo de Bohr, por exemplo, o átomo mais simples, o de Hidrogênio, é considerado como tendo um núcleo, constituído de um próton, em torno do qual um único elétron descreve uma órbita fixa. No estado fundamental, o raio da órbita é igual a 0,53 angstroms.

 

No modelo quântico, há uma "nuvem" de carga eletrônica em torno do núcleo do átomo, sendo maior a probabilidade de se encontrar um elétron à distância equivalente ao raio da órbita caracterizada no modelo de Bohr.

Na Tabela Periódica são indicados com o símbolo n os números quânticos principais correspondentes ao número de camadas de elétrons associadas a cada átomo. Cada camada pode conter um número máximo de elétrons igual a 2.n2. Quanto mais externa for a camada, maior o número de elétrons que pode acomodar. Assim, por exemplo, a camada mais próxima ao núcleo (n=1) pode acomodar 2 elétrons (= 2.12). A camada seguinte (n=2), 8 elétrons (= 2.22), e assim por diante.

Os compostos químicos são formados mediante ligações que se estabelecem entre os átomos que os compõem. Essas ligações podem ser de tipos diferentes, como ligação iônica e ligação covalente.

Um átomo que possui um elétron a mais ou a menos que o número de prótons existentes em seu núcleo é denominado íon. Compostos iônicos são formados por associações de átomos ionizados, como pode ser ilustrado na figura ao lado, no caso bastante ilustrativo do cristal de cloreto de potássio, formado por ligações iônicas.
 

 

No "Modelo de Bohr", considera-se que os elétrons giram em torno do núcleo dos átomos obedecendo órbitas concêntricas, associadas aos seus níveis de energia correspondentes. No caso ilustrativo de um átomo de flúor, mostrado na figura ao lado, têm-se duas órbitas concêntricas, ou camadas, de elétrons. Forma-se uma configuração estável com a união dos dois átomos de flúor compartilhando entre si um par de elétrons, mediante uma ligação que recebe a denominação de covalente.

 

PARTE 2

Folhinha Criacionista 5


HERANÇA BIOLÓGICA E SUAS VARIAÇÕES
NÚMERO 5 - MARÇO DE 1999 - ANO 28

SUPLEMENTO DA FOLHA CRIACIONISTA NÚMERO 60

Este número da Folhinha Criacionista foi dedicado a assuntos relacionados principalmente com as características fisionômicas dos seres humanos, como por exemplo, a cor dos olhos, a forma dos cabelos, e a pigmentação da pele.

Dentre as características fisionômicas podem ser destacadas as seguintes, que evidenciam a grande diversidade existente na tipologia humana:

 

Formas e contornos do crânio

 



 

 


 

 

 

 

 

NOÇÕES GERAIS INICIAIS DE GENÉTICA

 

A Genética é o ramo da Ciência que estuda os caracteres biológicos dos seres vivos

e os mecanismos de sua transmissão de geração a geração

 

A Genética compreende o estudo da transmissão dos caracteres biológicos que distinguem os seres vivos como indivíduos da mesma espécie, levando em conta as suas diferenças individuais.

De maneira geral, pode-se dizer que herança é a transmissão de caracteres semelhantes dos pais para a sua descendência. E também que variações são as diferenças individuais que se verificam nos indivíduos da mesma espécie.

Os estudos sistemáticos a respeito da transmissão dos caracteres biológicos de pais para filhos, que deram origem à Genética, iniciaram-se com o abade austríaco Gregory Mendel, há cerca de 135 anos, com os seus estudos a respeito de ervilhas-de-cheiro (Pisum sativum). Dentre as sete características das ervilhas estudadas por Mendel estava a sua cor. É interessante observar como, desde o seu início, a Genética preocupou-se com a transmissão da cor através das gerações.

Para se compreender o mecanismo da herança, ou seja, da hereditariedade, isto é, da transmissão dos caracteres biológicos no decorrer do tempo, torna-se necessário definir de maneira mais precisa alguns termos:

  • Caráter – toda e qualquer particularidade da anatomia ou da fisiologia de um ser vivo.
  • Caráter hereditário – o caráter transmitido dos pais aos filhos através das suas células sexuais, também chamadas de gametas, em cujos cromossomos se acham os genes que determinam o caráter.
  • Genes – fatores unitários que regem o mecanismo hereditário, e que se encontram distribuídos ao longo dos cromossomos, os quais por sua vez são elementos constituídos fundamentalmente de ácidos nucleicos (por exemplo RNA e DNA), responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários.
  • Genótipo – patrimônio hereditário de um indivíduo.
  • Fenótipo – manifestação externa dos genes, ou, em outras palavras, o caráter exibido pelo indivíduo.
  • Gene dominante – é o que pode encobrir no fenótipo a manifestação de outro, que é denominado então de gene recessivo.
  • Genes alelos – são os que se encontram no mesmo locus em cromossomos homólogos, e que, na formação do gameta, podem determinar caracteres iguais ou opostos aos dos seus progenitores.

 

 

EXEMPLOS DE HERANÇA NA ESPÉCIE HUMANA

Cada caráter de um ser vivo – como por exemplo um traço fisionômico humano – é condicionado por um par de genes do seu genótipo. Cada par de genes se separa por ocasião da formação dos gametas, onde então cada gene passa a ocorrer em dose simples. No fenótipo, o gene é chamado de dominante quando encobre a manifestação do seu alelo em um dado caráter; e recessivo quando for encoberto pelo alelo dominante. Assim, quando, no cruzamento, dado caráter é produzido por dois genes alelos um dos quais é recessivo, o fator correspondente é chamado de heterozigótico ou híbrido. Quando o caráter é produzido por dois genes alelos dominantes, ou dois recessivos, o fator correspondente é chamado de homozigótico, ou puro.

 

MONO-HIBRIDISMO

Alguns exemplos simples de herança na espécie humana podem ser dados, dentro daquilo que foi denominado mono-hibridismo, ou seja, a transmissão de apenas uma característica no cruzamento de dois indivíduos. No cruzamento, os gametas masculino e feminino se juntam, trazendo os seus respectivos e distintos genótipos, ou patrimônios hereditários, de forma aleatória, ao acaso. O caráter resultante, no cruzamento, terá a probabilidade resultante das possíveis combinações entre os correspondentes genes alelos, como exemplificado nos exemplos que serão apresentados.

Alguns caracteres do ser humano que dependem principalmente de um único par de genes são a ondulação do cabelo, a cor dos olhos, a forma do lobo da orelha, a forma do nariz, etc.

No ser humano, o cabelo crespo é dominante em relação ao cabelo liso. Assim, no cruzamento de um casal onde o marido possua cabelos crespos e a esposa cabelos lisos, ambos homozigóticos, toda a sua descendência será heterozigótica, e de cabelos crespos porque o crespo (indicado por C) domina sobre o liso (indicado por c), como pode ser resumido no Quadro 1. No cruzamento entre indivíduos heterozigóticos de cabelos crespos, a situação será a resumida no Quadro 2. As probabilidades serão, então, de 75% de descendência de cabelos crespos (do ponto de vista do fenótipo), e 25% de cabelos lisos, ou, do ponto de vista do genótipo, 25% de crespos puros, 50% de crespos híbridos, e 25% de cabelos lisos.

Da mesma forma, os olhos castanhos (C) são dominantes sobre os olhos azuis (c), e os Quadros 1 e 2 podem também representar as possibilidades e as probabilidades da descendência dos cruzamentos homozigóticos e heterozigóticos com relação à cor dos olhos: no cruzamento de um casal homozigótico, toda a descendência terá olhos castanhos, e no caso de casal heterozigótico, as probabilidades serão de 75% de descendência de olhos castanhos (do ponto de vista do fenótipo), e 25% de olhos azuis, ou, do ponto de vista do genótipo, 25% de olhos castanhos puros, 50% de castanhos híbridos, e 25% de olhos azuis.

QUADRO 1



 

 

C

 

C

c

 

Cc

Cc

c

 

Cc

Cc

 

QUADRO 2

 

 

C

 

c

C

 

CC

Cc

c

 

Cc

cc

 

Liso – recessivo: cc

Crespo – dominante: CC ou Cc

Azuis – recessivo: cc Castanhos – dominante: CC ou Cc

Formas de cabelo – raiz e secção transversal Olhos azuis e olhos castanhos

 

DI-HIBRIDISMO

Nas experiências com o cruzamento de variedades puras de ervilhas amarelas e lisas com verdes e rugosas, Mendel observou que resultavam "di-híbridos" somente amarelos e lisos, por serem dominantes esses caracteres. Chegou ele, então, à conclusão de que os fatores para dois ou mais caracteres não se fundem no híbrido, mas se distribuem independentemente pelos gametas, onde se recombinam ao acaso. Desta forma, o cruzamento dos di-híbridos produz uma descendência cujas probabilidades, no caso, pode ser calculada facilmente: dentre 16 possibilidades, 9 correspondem a ervilhas amarelas lisas, 3 a amarelas rugosas, 3 a verdes lisas, e 1 a verde rugosa.

No caso dos cruzamentos das ervilhas amarelas, verdes, lisas e rugosas, os fenótipos são determinados por apenas um par de alelos. No entanto, um gene pode sofrer várias mutações produzidas por mais de dois alelos, caso dos alelos múltiplos, ou de polialelia. Os alelos múltiplos são uma série de genes localizados no mesmo locus de um cromossomo homólogo, e que ocorrem determinando um mesmo caráter. Dentre os exemplos que podem ser considerados, destaca-se o da pigmentação da pele dos seres humanos.

Casos como o da cor da pele se explicam perfeitamente pela hipótese dos genes múltiplos. Não foi ainda possível determinar exatamente quantos pares de genes influenciam a cor da pele. Suponhamos, para ilustrar, que sejam apenas dois, com "dominância incompleta" e "efeitos cumulativos" (o que são hipóteses apenas para simplificar o cálculo das freqüências a ser feito). Indicando com letras maiúsculas os alelos que determinam produção de pigmento preto, o genótipo de um preto puro seria

P1 P1 P2 P2 (os diferentes pares de genes sendo indicados pelos índices 1 e 2). De maneira análoga, o genótipo de um branco puro seria p1 p1 p2 p2. A hipótese simplificadora é que cada gene P determina a produção de certa quantidade de pigmento. Um indivíduo que tem no seu fenótipo apenas um gene P será mais claro que um que tenha dois, e assim por diante. Podem ser representadas nos Quadros 3 e 4 as possibilidades e as probabilidades das descendências de cruzamentos entre brancos e pretos.

Do cruzamento de indivíduos homozigóticos para os genes P1 e P2 (pretos puros) com indivíduos homozigóticos para os genes p1 e p2 (brancos puros), resultariam indivíduos mulatos de cor intermediária entre a dos pais puros. Esses mulatos, cruzando-se, produzirão quatro tipos de gametas (metade com gene P1, e metade com gene p1, e similarmente, metade com gene P2, e outra metade com gene p2), de tal forma que o cruzamento entre eles apresentará a seguinte proporção de caracteres:

  • 1 preto P1 P1 P2 P2 ,
  • 1 branco p1 p1 p2 p2 ,
  • 4 mulatos escuros P1 P1 P2 p2 , ou P1 p1 P2 P2 ,
  • 6 mulatos médios P1 P1 p2 p2 , P1 p1 P2 p2 , ou p1 p1 P2 P2 ,
  • 4 mulatos claros p1 p1 P2 p2 ou P1 p1 p2 p2 .

 

QUADRO 3

 

P 1

P 2

P 1

P1 p1

P2 p1

P 2

P1 p2

P2 p2

QUADRO 4


P1 P2

P1 p2

p1 P2

p1 p2

P1 P2

P1P1P2P2

P1P1P2p2 P1p1P2P2 P1p1P2p2
P1 p2 P1P1P2p2 P1P1p2p2 P1p1P2p2 P1p1p2p2
p1 P2 P1p1P2P2 P1p1P2p2 p1p1P2P2 p1p1P2p2
p1 p2 P1p1P2p2 P1p1p2p2 p1p1P2p2 p1p1p2p2

 

 

Por muito tempo os evolucionistas afirmaram que as diferenças visíveis nas características fisionômicas de grupos de pessoas surgiram através de longos períodos de tempo, associados ao isolamento desses grupos. Essa suposição deu origem a numerosas idéias racistas, por implicar que um grupo poderia ter evoluído mais lentamente do que outro, tendo, assim, características humanas menos evoluídas. Se isso fosse verdadeiro, as diferenças teriam significado biológico ao longo da suposta escala evolutiva, e isso poderia justificar moralmente as atrocidades cometidas contra as chamadas "raças Inferiores".

As seis fotografias apresentadas abaixo foram tiradas de lâminas histológicas da pele de pessoas de pigmentação clara e escura, para mostrar como o maior ou menor número de grânulos pigmentares pode afetar a cor tanto de uma pessoa clara, tornando a sua pele mais escura, como de uma pessoa escura, tornando a sua pele mais clara, indicando a natureza inteiramente trivial da coloração da pele do ser humano, sem qualquer diferença biologicamente (ou até mesmo evolutivamente) significativa!

(1) (2) (3)
1 – Foto da pele de um jovem branco, ao microscópio, com pequeno aumento. Existem poucos pigmentos visíveis na fronteira entre a derme (D) e a epiderme (E). 2 – Mesma pele, com aumento maior ao microscópio. Pouco pigmento é visível na epiderme, mas diversas células, indicadas pelas setas, têm a aparência de melanócitos (células que produzem o pigmento). 3 – Foto da pele de um jovem africano. Existe pigmentação abundante em numerosas células da epiderme, especialmente na fronteira com a derme, conforme indicado pelas setas.
(4) (5) (6)
4 – Mesma pele anterior mostrada ao microscópio com aumento maior. A seta indica uma célula com a aparência de um melanócito. Existem numerosos grânulos pigmentares que, produzidos nos melanócitos, difundiram-se por outras células (queratinócitos), principalmente na fronteira E/D. 5 – Tecido da pele de um africano, com inflamação Crônica. No lado direito (indicado pela seta hori-zontal), a despigmentação é quase completa. Ao centro e à esquerda permanece a pigmentação, de forma irregular, indicada pelas setas verticais. 6 – Pele de uma pessoa "branca", afetada por uma doença específica. Quase todas as células ao longo da fronteira E/D, conforme indicado pelas setas, estão profundamente pigmentadas, semelhantemente às da pele de um africano.

Pode-se verificar, facilmente, que os caracteres mais diversos, em particular a pigmentação da pele, originam-se do patrimônio genético, ou genótipo, através de mecanismos que regem a hereditariedade.

Os estudos efetuados sobre a genética dos grupos sangüíneos levaram à conclusão de que eles são transmitidos hereditariamente, e condicionados pelos alelos indicados por IA, IB, e i. Os dois primeiros são dominantes com relação ao último, mas apresentam a ausência de dominância entre si.

As combinações desses gens determinam os grupos sangüíneos, conforme o esquema seguinte:

Genótipos Grupos Sangüíneos

IA IA ou IA i

A

IB IB ou IB i

B

IA IB

AB

i i

O

Exemplificando, pode-se procurar quais os genótipos e fenótipos possíveis para os grupos sangüíneos dos descendentes de um homem do grupo AB casado com uma mulher do grupo O (gametas IA IB e i i):

 

i

i

IA

IA i

IA i

IB

IB i

IB i

Resultam 50% do grupo A, e 50% do grupo B, quanto ao fenótipo, e quanto ao genótipo 50% de híbridos IA i e 50% de híbridos IB i.

Folhinha Criacionista 3 / 2

CRISTALOGRAFIA

Quase todos os minerais crescem obedecendo determinadas formas cristalinas, isto é, são corpos homogêneos com um retículo regular de átomos, íons e moléculas. São arranjados geometricamente e seus contornos externos são limitados principalmente por superfícies lisas (faces).

A maioria dos cristais é de dimensão pequena, algumas vezes até microscópicas; mas há também alguns exemplares gigantes. A estrutura interna, o retículo, determina as propriedades físicas dos cristais – seu contorno externo, dureza, clivagem, tipo de fratura, peso específico e propriedades óticas.



A título de ilustração, apresentam-se nesta página fotografias de alguns cristais dos diversos sistemas cristalográficos, sob a forma em que são encontrados na natureza, e também lapidados. Sem dúvida, a beleza e a simetria encontradas nesses cristais reflete a diversidade encontrada na unidade de um planejamento baseado no bom gosto, na arte e na estética de um Criador que ao final de Sua obra criadora declarou que tudo era muito bom (Gênesis 1:31).

 

 

"Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento? ... O seu valor não se pode avaliar pelo ouro de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira. O ouro não se iguala a ela, nem o cristal; ... ela faz esquecer o coral e o cristal; a aquisição da sabedoria é melhor do que a das pérolas. Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode avaliar por ouro puro. ... E disse Deus ao homem: Eis que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria" Livro de Jó, capítulo 28, versos 12- 28.

 

PEDRAS PRECIOSAS NA BÍBLIA - DO GÊNESIS AO APOCALIPSE
Pedras Preciosas Vislumbres
do Éden
Ciência Patriarcal Santuário Visão da
Nova Jerusalém
Vestes do Sumo
Sacerdote
Construção
do Templo
Livro da Bíblia Gênesis Ezequiel Êxodo Êxodo I Crônicas Isaías Apocalipse
Capítulo 2 28 28 28 39 29 54 21
Ônix V.12 V.13 V.16 VV. 9/20 VV. 6/18 V.2    
Sárdio   V.13   V.17 V.10     V.20
Topázio   V.13 V.19 V.17 V.10     V.20
Diamante   V.13   V.18 V.11      
Berilo   V.13   V.20 V.13     V.20
Jaspe   V.13   V.20 V.13     VV. 11/18/19
Safira   V.18 VV. 3/16 V.18 V.11   V.11 V.11
Carbúnculo   V.13   V.17 V.10   V.12  
Esmeralda   V.13   V.18 V.11     V.19
Cristal     VV. 17/18          
Coral     V.18          
Pérola     V.18         V.21
Jacinto       V.19 V.12     V.20
Ágata       V.19 V.12      
Ametista       V.19 V.12     V.20
Rubi             V.12  
Sardônio               V.20
Calcedônia               V.19
Crisólito               V.20
Crisópraso               V.20
Pedras Preciosas           V.2 V.12  

 

PEDRAS PRECIOSAS NA BÍBLIA - DO GÊNESIS AO APOCALIPSE
Pedras Preciosas Vislumbres do
Trono de Deus
Diversos
Livro da Bíblia Apocalipse Êxodo Ezequiel Daniel Jeremias Zacarias
Capítulo 4 24 1 e 10 10 17 7
Ônix            
Sárdio            
Topázio            
Diamante         V.1 V.12
Berilo       V.6    
Jaspe V.3          
Safira   V.10 V.26-V.1      
Carbúnculo            
Esmeralda V.3          
Cristal            
Coral            
Pérola            
Jacinto            
Ágata            
Ametista            
Rubi            
Sardônio V.3          
Calcedônia            
Crisólito            
Crisópraso            
Pedras Preciosas            

 

PARTE 1

Folhinha Criacionista 6 / 1

 

A ÁRVORE EVOLUTIVA DO HOMEM
NÚMERO 6 - SETEMBRO DE 1999 - ANO 28
SUPLEMENTO DA FOLHA CRIACIONISTA NÚMERO 61

 

 

 

Este número da Folhinha Criacionista está sendo dedicado a assuntos relacionados com a pretensa história dos nossos antepassados, concebida em conformidade com os paradigmas da estrutura conceitual evolucionista. Tem-se a intenção de apresentar em linhas gerais as dificuldades encontradas para a classificação de antropóides e hominídeos que teriam sido ancestrais do homem, a partir de escassos e incompletos restos fósseis encontrados em distintas partes do planeta. No desenvolvimento de trabalhos científicos deve-se atentar sempre para a influência subjetiva que idéias preconcebidas possam exercer sobre a interpretação de dados coletados de forma objetiva, dentro dos parâmetros estabelecidos pelo método científico.

 

 

 

ACHADOS DE FÓSSEIS DA CHAMADA
"ESPÉCIE HOMINÍDEA"

 

A conhecida revista Time publicou em seu número de 23 de agosto de 1999 um apanhado geral sobre a árvore genealógica evolutiva mais recentemente desenhada para os seres humanos modernos e seus ancestrais. A seqüência apresentada para os fragmentos fósseis que caracterizariam a reconstrução de uma "família" da denominada "espécie hominídea" foi a que se representa nas Tabelas a seguir.

 

 

 

Ramo dos Australopitecos

Nome atribuído ao espécime fóssil Idade presumível (m.a.) Local do achado
Ardipithecus ramidus 4,4 Etiópia

Australopithecus anamensis

4,2-3,9

Kenya

A. afarensis

3,6-2,9

Tanzania

A. africanus

3,0-2,3

Taung

A. aethiopicus

2,8-2,3

Etiópia

A. garhi

2,5

Etiópia

A. boisei

2,3-1,4

Tanzania

A. robustus

1,9-1,5

África do Sul

 

 

 

Na mente popular os Australopitecos apresentam-se constantemente como se estivessem pouco a pouco preenchendo o hiato entre o homem e seus ancestrais animais, e contribui para essa confusão a tendência dos "descobridores de fósseis" de acrescentar qualificativos aos seus achados. Esses qualificativos, porém não se justificam, como afirma claramente o famoso antropólogo evolucionista Le Gros Clark em seu livro Bones of Contention in Human Evolution: "Praticamente nenhum dos gêneros e espécies dos hominídeos fósseis (incluindo todos os australopitecos) que têm sido criados de tempos em tempos, apresenta qualquer validade na nomenclatura zoológica". A pergunta básica é se existe mesmo uma árvore, ou somente um feixe de ramos?!

Além dos hominídeos do ramo dos Australopitecos, foram também apresentados na revista "Time" os espécimes fósseis do assim chamado "ramo humano", conforme indicado na Tabela da página seguinte.

 

PARTE 2

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